Meno Pausa Mente Qualidade de Vida

A importância e o interesse, que os técnicos de saúde demonstram pelos problemas relacionados com a menopausa, resulta do extraordinário aumento da esperança de vida verificado por todo o mundo ao longo do século XX, e Portugal não é excepção. Entre 1970 e 1994, a esperança média de vida no sexo feminino à nascença subiu, entre nós, de 70,8 para 78,2 anos. As mulheres representam quase 60% da população neste grupo etário.

 Pelo contrário, a média de idades em que ocorre a menopausa permaneceu praticamente constante, em torno dos 51 anos. Daqui resulta existirem cerca de 3.000.000 mulheres em pós-menopausa em Portugal, número que, naturalmente tem tendência a aumentar de forma progressiva, tendo entrado em menopausa aproximadamente 300.000 mulheres no ano 2009.
A menopausa é um fenómeno fisiológico, mas o aumento da esperança de vida da população feminina leva a que as mulheres vivam actualmente um terço a metade das suas vidas após a menopausa, ou seja, em estado de carência estrogénica.
Actualmente, as consequências clínicas e sociais da menopausa constituem um dos principais problemas de Saúde Pública do século XXI, e merecem o devido lugar de destaque ao nível da prevenção e intervenção dos técnicos de saúde.
A Qualidade de Vida é uma das dimensões da vida humana mais desejada e perseguida por todos ao longo do ciclo vital. Tem sido assim, objecto de investigação nas diversas áreas do conhecimento, ao longo de décadas, com o objectivo de ultrapassar todas as questões relacionadas com a subjectividade e ambiguidade que lhe estão adstritas, procurando defini-la em termos concretos e validando o conceito para todos os sujeitos, tendo em conta factores ecológicos.
O conceito de Qualidade de vida surge como um novo vector na avaliação na área da saúde, para além das avaliações clínicas e analíticas.
Actualmente, de acordo com uma revisão bibliográfica acerca de estudos realizados sobre Qualidade de Vida, incluindo estudos pioneiros e contemporâneos, podemos concluir que existem ainda relações não completamente clarificadas entre os conceitos de: Qualidade de Vida, saúde e bem-estar subjectivo. As primeiras medidas adoptadas para avaliar as variáveis mudaram desde os primeiros estudos até à actualidade, sendo que no presente as variáveis centram-se sobretudo na percepção do sujeito, generalizando ao contexto clínico onde adquire a designação Qualidade Vida Relacionada com a Saúde (QVRS).
De acordo a literatura, existem escalas de avaliação categorizadas em: genéricas, específicas e ultra-específicas, o que permite a adequação do instrumento à investigação/avaliação.
Em suma, será fundamental os técnicos de saúde centrarem-se na investigação desta problemática, procurando implementar uma visão holística do mulher, no seu plano físico, mental, social e cultural, melhorando desta forma a prestação de cuidados ao nível da saúde.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *